Equipamento Intelbras

 

O TEMA

Em 2018 roubos e furtos em condomínios cresceram 56% segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (Fonte: Intelbras). Por isso o tema substituição de portarias presenciais por virtuais tem despertado tanto interesse e, também, insegurança para as administrações condominiais na hora de fazer a opção. Afinal, a vulnerabilidade humana dos porteiros é um desafio presente que aponta para a solução virtual.

O ATRATIVO

Redução que pode superar a 50% da taxa condominial. Esse é o principal atrativo na substituição do porteiro presencial pela portaria eletrônica (virtual).

No setor impera o entendimento de que condomínio candidato a substituir portaria presencial por virtual é aquele que tem até 40 unidades e uma única entrada. Isso porque, numa equação custo x benefício, edifícios maiores com portarias ou entradas diversas tendem a exigir investimento eletrônico maior o que pode, no final, não compensar.

Além do que em condomínios menores os gastos com folha de salários tendem a representar maior peso.

Por isso vale à pena um projeto de consultoria de segurança não vinculada ao fornecedor da portaria virtual. E, claro, a portaria virtual só funcionará se todos os usuários se comprometerem a cumprir os requisitos de segurança exigidos, o que implica em mudança de hábitos passando a atender, pessoalmente, o entregador de itens comuns como pizza, lavanderia, etc.

Quanto ao aspecto pessoal do profissional é bom saber que cerca de 1/3 das empresas do setor requalificam os porteiros para áreas de atendimento, assistência de manutenção, operações remotas, seguranças e até operações com portas híbridas (que operam com profissional local junto ao sistema remoto) ou em centrais de videomonitoramento.

“Incrementar e profissionalizar o sistema de controle de pessoas em condomínios só trará benefícios. A utilização de novos equipamentos e soluções tecnológicas tornam a tarefa mais simples e acessível, sendo fundamental o envolvimento dos porteiros, zeladores e dos próprios moradores”, afirma especialista em soluções de segurança para condomínios da Intelbras, indústria brasileira desenvolvedora de soluções tecnológicas.

INVESTIMENTOS

O sistema de portaria virtual exige sistemas de biometria, abertura e fechamento remoto dos portões, sistema de internet/telefonia, câmeras via internet, nobreak, cerca elétrica, botão de pânico, backups das imagens, cadastramento de todos os usuários (moradores, funcionários, etc) e uma zeladoria competente pois é o zelador que receberá as correspondências que dependam das assinaturas de recebimento e também as encomendas de correio. Há a opção de comodato dos equipamentos cujos custos giram em torno de R$ 20 a R$ 30 mil e o retorno do investimento em média de 5 meses a 1 ano.

Há sistemas que permitem gravar mensagens de áudio do visitante, inclusive imagens (vídeo ou foto), liberar a entrada de visitantes pelo celular, verificar mensagens, fotos ou vídeos pelo celular, etc (Fonte: Intelbras).

Segundo o mercado, custa cerca de 30% a 40% de uma portaria tradicional e gera economia de até 70% (Fonte: Abese – Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança).

APROVAÇÃO

Para isso é necessária aprovação em Assembleia cujo quórum dependerá da previsão constante da Convenção, mas recomenda-se quórum mínimo de 2/3 dos condôminos já por se tratar de assunto muito polêmico. Conforme o caso será possível aprovação por maioria simples dos presentes. Há quem entenda que por se tratar de obra útil, necessária a aprovação de 50% de todos os condôminos, mais um.

Para saber mais sobre quórum, vide nosso Artigo sob o título Voto Eletrônico nas Assembleias Condominiais.

Na Assembleia recomenda-se sejam votados também os procedimentos relativos à conduta dos usuários, especialmente no que se refere a aspectos envolvendo segurança do condomínio.

Afinal, sua implantação exige que todo visitante deve ser identificado, cadastrado pela portaria e sua presença ser autorizada previamente pelo morador. Há, agora, um agravante adicional, que se refere ao tratamento das informações geradas nos condomínios residenciais e comerciais, cuja responsabilidade é da administração condominial. Sobre isto, recomendamos leitura aos nossos comentários sobre a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) disponível em nosso site, Informativo Novembro/2018.

No caso de prestadores de serviços o controle deve seguir as mesmas regras, exigindo-se, adicionalmente, cadastro e acompanhamento da saída do profissional até a portaria.

Em qualquer caso, as empresas do setor sugerem tomada do número de documento e registro em vídeo ou foto para alimentar o banco de dados do condomínio, inibindo a ação de assaltantes que falsificam uniformes e documentos para viabilizar seus acessos à área interna dos condomínios.

CRESCIMENTO DO MERCADO

Em 2019 o mercado brasileiro de segurança eletrônica faturou R$ 7,17 bilhões, segundo a Abese, cresce 8% ao ano e em 2019 esperava-se crescimento de 10%.

ACRESCE – ASSOCIAÇÃO DOS CONDOMÍNIOS RESIDENCIAIS E COMERCIAIS

 

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