Por Luis Sérgio Roizman (Jornalista)

Diretor Comunicação Acresce

 

Um dos grandes problemas hoje nos condomínios é gestão e o consumo não individualizado da água. Os que consomem menos acabam pagando pelos que consomem mais, ou seja, uma família com cinco indivíduos que mora em uma unidade paga o mesmo valor que uma pessoa que vive sozinha em seu apartamento, mesmo que supostamente consumindo cinco vezes menos.

Isso acontece porque não existe a individualização na medição do consumo de água, ou seja, o consumo total é dividido pelo número de unidades de um condomínio. “A individualização de água em condomínio ocorre quando cada unidade consumidora paga apenas pelo volume de água consumido, o que permite a cada condômino acompanhar, mês a mês, o seu gasto de água”, afirma André Sanchez, representante da Acqua Reduz em São Paulo.

 

André Sanchez – Acqua Reduz

Via de regra, uma empresa é contratada para fazer a leitura individual dos hidrômetros e indicar a cobrança. No serviço tradicional, a concessionária de água faz a leitura apenas na entrada de água principal do condomínio. Assim, a mesma é dividida entre os moradores e paga de uma vez só pelo condomínio. Estudos apontam que, apenas com esta medida de individualizar a medição, ocorre uma redução de aproximadamente 15% no consumo geral de água no condomínio.

Lei

Em 2016, o presidente Michel Temer sancionou a lei 13.312,  que torna obrigatório, a partir de 2021, que todos os condomínios novos brasileiros sejam entregues com estrutura pronta para a medição individual da água, assegurando a medição individual a partir deste momento e para o futuro, assim como um consumo mais racional da água.

Início

No início dos anos 2000, a individualização dos hidrômetros começou a ser uma necessidade e despertou interesse dos condomínios. Isso porque cada um se torna responsável pelo consumo e paga apenas o que consumiu, o que, em geral, costuma beneficiar a maioria das unidades condominiais. Esse benefício também passa a ser um diferencial para quem está comprando uma unidade no condomínio, ou seja, a valorização do imóvel.

Também é importante salientar que, hoje, diferentemente do que era no passado, o valor das contas de consumo era outro, dentro do orçamento do condomínio.

 

Condomínios novos e antigos

Dentro de condomínios antigos, com mais de 20 anos, a maior dificuldade para a individualização da conta é o número de prumadas por unidade, o que pode acabar inviabilizando a obra.  O cálculo é que três ou, no máximo, quatro registros sejam o limite para a conta fechar para o condomínio.

Outro ponto “desfavorável” aos condomínios antigos é a sua tubulação, muitas vezes feita de ferro galvanizado, já sofrendo pela ação do tempo.

“Se o empreendimento contar com esses problemas, uma alternativa a ser considerada é a utilização de válvulas de redução de vazão, como forma de economizar de uma maneira global dentro do sistema, sem obras e sem intervenção de alto custo e alvenarias”, lembra Sanchez. Outra forma, mais custosa segundo o especialista, é o retrofit hidráulico, de forma a contemplar a individualização e a melhoria do encanamento do condomínio.

Já os empreendimentos mais novos estão, via de regra, aptos a receber esse tipo de serviço. Cada unidade conta com uma prumada apenas e é na entrada desta para a unidade que o hidrômetro é instalado, sendo necessárias poucas intervenções no local. 

 

Informações da Acqua Reduz, empresa especializada em gestão de água em condomínios que mantém parceria com a ACRESCE, fornecendo equipamentos e serviços para a economia e melhor gestão da água em condomínios.

 

“Acresce, junte-se a nós e ganhe a força da coletividade que mora ou trabalha em condomínios”

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