“Agora” divulgou reportagem sobre numerosos casos no Butantã

 

O site “Agora” da Folha de São Paulo noticiou, em 12.11.2019, sob o título “Ruas do Butantã viram cemitérios de carros abandonados”, que moradores da zona Oeste de São Paulo cobram retirada dos veículos abandonados nas vias.  Numa só rua na região há 24 carros largados, ocupando os dois lados da via tortuosa e estreita de duas mãos.

Um dos moradores entrevistados diz cobrar há um ano e meio providências da Prefeitura: “Todo mês, na reunião de zeladoria, a gente expõe o problema, sem solução. A resposta é sempre a mesma, de que vão contratar guinchos. E a quantidade de carros só aumenta pelas ruas do Butantã”, afirma.

A Prefeitura informa ter recebido 26.565 solicitações de remoções de veículos e carcaças abandonadas em vias públicas somente neste ano. E, segundo ela, 38.458 delas tiveram alguma conclusão.

O que quer dizer “tiveram alguma conclusão”? Estranha muito essa afirmação, já que significa que 11.893 veículos (não) tiveram alguma conclusão a mais do que o total de reclamações recebidas!

E a perplexidade se justifica ainda mais pelo fato de a Secretaria Municipal das Subprefeituras ter informado que, entre janeiro e setembro, 1.935 veículos foram recolhidos.  De qualquer modo, entre as reclamações havidas (26.565) e os veículos recolhidos (1.935) há uma taxa de atendimento de meros 7,28%.

Ofício

Em 5 de dezembro de 2018, encaminhamos Ofício 001/2018 para a Prefeitura Regional de Vila Mariana solicitando a retirada de veículos abandonados em vias públicas. E fundamentamos nosso pleito, com fotos, no Estatuto da Cidade, que estabelece normas de ordem pública e de interesse social, equilíbrio ambiental de forma a evitar a deterioração das áreas urbanizadas, bem como na Lei 13.478/2002 e Decreto 51.832/2010, ambos do Município de São Paulo, que proíbem o abandono de veículos em vias públicas por mais de 5 dias consecutivos.

A Acresce, como titular de direito de defender interesses coletivos e difusos e o exercício da cidadania, incluindo a proteção ao patrimônio público e social, meio ambiente, patrimônio paisagístico, prepara ação civil pública em benefício de toda a coletividade paulistana a fim de compelir as autoridades públicas a cumprirem as leis e decretos por elas mesmas promulgados, único modo de restabelecer o direito dos moradores de viver dignamente em sua cidade, sem os riscos à saúde provocados pelo abandono de veículos e preservando o entorno dos seus imóveis, valorizando-os.

 

Advogado Adonilson Franco, presidente da Acresce (Associação dos Condomínios Residenciais e Comerciais)

 

 

 

 

IMÓVEIS

Sacadas foram excluídas do projeto que anistiou cerca de 750 mil imóveis irregulares na capital, e proprietários podem incorrer em pagamento de taxas e impostos extra, em caso de fiscalização da prefeitura paulista

Publicado 3 dias atrás em 8 de novembro de 2019

Por Bárbara Leite

Íntegra no site “Economia Bárbara

Original desta matéria: “Fechamento de sacadas está em limbo tributário e depende de decisão política

Sacadas gourmet são tendência nos apartamentos em classe média e alta na última década–Foto: Reprodução

 

Se você é dono de um imóvel em São Paulo e fechou sua varanda, está arriscado a ter de pagar multa, impostos em atraso e ter a venda de seu apartamento dificultada. É que o projeto de anistia para imóveis irregulares na cidade de São Paulo, aprovado no fim de setembro, excluiu a possibilidade de regularização das varandas gourmet, tendência nos apartamentos em classe média e alta na última década.

Previstas inicialmente no projeto, que anistiou cerca de 750 mil imóveis irregulares e os isentou de pagar as taxas e o impostos (IPTU e ISS) retroativos a 2014, as varandas gourmet foram retiradas do texto, porque os vereadores entenderam que ele beneficiaria pessoas de alto poder aquisitivo, o que fugiria da proposta social da lei. 

Com isso, os donos de imóveis com sacadas irregulares correm o risco dos fiscais da Prefeitura de São Paulo os autuarem e exigirem a outorga onerosa, que é a taxa sobre construções acima do limite básico para cada local, bem como o IPTU em falta.

Ocorre que, a partir do momento em que se envidraça a varanda, a prefeitura pode entender que houve aumento da área construída e querer elevar o IPTU da unidade. Além de passar a pagar mais imposto, o dono terá de desembolsar a diferença entre os “IPTUs” retroativo a cinco anos, caso haja uma fiscalização municipal, agora que o assunto foi tema na Câmara.

Regra geral todas as varandas fechadas em SP estão nessa condição, já que não são consideradas área útil do apartamento, e por isso, não entraram para o cálculo do imposto. Em muitos casos, as sacadas chegam a ter área similar à da sala de estar.

De acordo com o Adonilson Franco, presidente da Acresce (Associação dos Condomínios Residenciais e Comerciais), o fechamento de sacada nas edificações do município de São Paulo é irregularidade sujeita à multa de 1 Unidade Fiscal do Município (UFM = R$ 162,83 em 2019) por metro quadrado (m2) . Ou seja, um condomínio com 36 sacadas fechadas de 12 m2 cada uma, por exemplo, pagaria multa de R$ 70.342,56 ou R$ 1.953,96 por apartamento.

“Pode incidir ainda outro efeito: a dificuldade na venda do bem, dado que poderá constar pendência no imóvel junto à Prefeitura”, alerta Franco.

Uma ação fiscalizatória em larga escala pode não ocorrer, uma vez que ela implicaria num desgaste político do Executivo às vésperas das eleições municipais de 2020, mas o presidente da Acresce sugere que o proprietário avalie a possível vantagem de regularizar essa pendência (incluir a varanda como área útil do imóvel). Segundo ele, apesar do aumento do IPTU, a mudança tem o benefício de valorizar o apartamento.

Bárbara Leite

Bárbara Leite

Editora

Bregaida, do sindicato (centro) junto com Beraldo, e Franco (esquerda), da associação, conversaram ontem sobre desafios comuns e possíveis iniciativas visando gerar sinergia

 

 

A defesa dos condomínios e condôminos foi o centro da troca de ideias mantida pelo presidente do Sindicond, José Luiz Bregaida, e Adonilson Franco, presidente da Acresce, no escritório do sindicato em Americana (SP) dia 6 de novembro último, quarta-feira. Participou também Waldir Beraldo, diretor do Sindicond.

O Sindicato Patronal dos Condomínios de Prédios e Edifícios Comerciais, Industriais, Residenciais e Mistos Intermunicipal do Estado de São Paulo, Sindicond, atua no Estado de SP representando os condomínios nas convenções coletivas de trabalho, além de desenvolver outras ações visando atender às necessidades da comunidade condominial. Já a Acresce (Associação dos Condomínios Residenciais e Comerciais), dentro do espírito associativo, vem direcionando suas atividades a ações civis públicas e outras medidas administrativas e judiciais em favor dos condomínios e seus moradores, bem como da sociedade em geral, orientando especialmente seus membros sobre fórmulas de redução das despesas condominiais.

“Parceria” – foi palavra usada por Bregaida para resumir a pauta do encontro em Americana. Dentre as propostas surgidas está a de realizar eventos conjuntos visando disseminar as boas práticas de gestão condominial e abordar temas de interesse, especialmente para síndicos. Cerca de 100 mil condomínios no Estado de SP formam o alvo das preocupações das duas entidades. Além desses, todos os condomínios de outros Estados Federativos e municípios brasileiros.

Para Franco, o encontro marcou o início de uma sólida relação com grandes perspectivas. “Sindicond e Acresce são entidades que se complementam. Sendo assim, nada mais lógico que coordenar ações conjuntas visando seu fortalecimento em benefício do segmento condominial.”

Legenda: Adonilson Franco, José Luiz Bregaida e Waldir Beraldo.

NOTA: Material produzido a pedido do UOL (clique no link imediatamente abaixo para ver resultado final da matéria) 
– A venda de vaga de garagem é permitida? Em quais casos isso é possível?
Ainda que a vaga tenha escritura de propriedade autônoma da escritura do apartamento (prédios residenciais), caso em que sua compra e venda seriam juridicamente admissíveis, normalmente a Convenção de Condomínio e/ou Regulamento Condominial restringem o uso da vaga ao proprietário ou morador (no caso de locação).
Essa a regra geral para apartamentos residenciais. Já para os condomínios comerciais essa restrição tende a ser mais flexível, de modo a tornar a compra e venda viável. Em qualquer caso (condomínios residenciais ou comerciais), as vagas de garagem vinculadas à escritura do apartamento/sala comercial não podem ser vendidas separadamente.
– Há legislação regulamentando o assunto ou cabe à resolução de condôminos?
Sim, o art. 1.331, parágrafo primeiro, do Código Civil, veda a compra e venda, salvo se houver autorização expressa da Convenção de Condomínio.
– Se a venda for permitida, há algum valor padrão para ser cobrado, como % do valor venal do imóvel?
Normalmente o mercado trabalha com o percentual de 10% a 15% do valor do valor do apartamento
– Como funciona para o aluguel de uma vaga de garagem? 
Considerando que as Convenções Condominiais são, no geral, restritivas no tocante à compra e venda, no geral o que ocorre é a locação da vaga para vizinhos do mesmo condomínio. Nesse caso o aluguel geralmente equivale ao cobrado por empresas de estacionamento na região.
– Há um valor máximo de aluguel permitido, como % do valor do condomînio?
Não há. Mas algumas vezes o aluguel da vaga equivale ao valor do condomínio, se este não for muito elevado e discrepante do valor do aluguel de vagas de estacionamento cobrado na região por empresas de estacionamento.

Nota: Clique no link imediatamente abaixo para ler as manifestações da ACRESCE que embasaram a presente matéria.

Posso vender minha vaga de garagem no condomínio residencial e comercial?

 

Claudia Varella

Colaboração para o UOL, em São Paulo

02/11/2019 04h00

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Vaga de garagem só pode ser vendida a outro morador do prédio
  • A vaga deve ter escritura e registro próprios, e convenção do prédio deve autorizar venda
  • Para fazer alteração na convenção do condomínio, é necessária aprovação de 2/3 dos condôminos
  • De acordo com a lei, é proibida a venda de vaga de garagem a pessoas de fora do prédio, salvo autorização na convenção

 

Você não tem mais carro e quer vender sua vaga de garagem no condomínio?

Isso pode ser feito ou está proibido pelas regras do prédio? É possível vender essa vaga para pessoas que não moram no local? O UOL consultou especialistas no assunto para responder a essas questões.

“Em tese, o proprietário da vaga pode vender para outro condômino, desde que se trate de uma vaga especificada como ‘unidade autônoma’ e isso esteja previsto na convenção do condomínio, seja ele residencial ou comercial”, afirmou o advogado especializado em direito imobiliário Jaques Bushatsky, do escritório Bushatsky Advogados.

Precisa ler a convenção do condomínio

Segundo ele, se o proprietário quer vender sua vaga de garagem, é preciso, antes de tudo, ler a convenção do condomínio, para checar se isso está previsto ali. “É nessa convenção onde estão todas as regras que regem um condomínio. É a lei máxima dentro do condomínio”, disse Bushatsky.

Para que possa ser vendida, a vaga de garagem deve ser uma unidade autônoma, com escritura e registro próprios. A vaga sem escritura própria não pode ser vendida, pois está atrelada ao apartamento.

“Caso não haja autorização estabelecida, é necessário o quórum de 2/3 dos condôminos para aprovação, o mesmo necessário para a modificação da convenção”, afirmou Moira Toledo, diretora do departamento jurídico da Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (Aabic).

Pode vender para pessoas de fora do condomínio?

A lei federal 12.607/12, que entrou em vigor em maio de 2012, alterou um item do Código Civil, proibindo a locação e a venda de vagas de garagem “a pessoas estranhas ao condomínio, salvo autorização expressa na convenção do condomínio”.

Desde então, as vagas de garagens só poderão ser alugadas ou vendidas se houver essa autorização.

Quanto custa uma vaga de garagem?

Para vender uma vaga de garagem para outro proprietário do condomínio, não há um preço atrelado ao valor do imóvel.

“Os valores dependem da demanda do próprio condomínio e do mercado, ou seja, dos preços que são cobrados naquele bairro e região”, afirmou Sérgio Meira de Castro Neto, diretor de condomínios do Secovi-SP (Sindicato da Habitação).

Para Moira, da Aabic, o que rege a questão é a lei de mercado. “Oferta e procura, impactados pela localização.”

O presidente da Associação dos Condomínios Residenciais e Comerciais de São Paulo (Acresce), Adonilson Franco, disse que o mercado trabalha, normalmente, com o percentual de 10% a 15% do valor do apartamento.

“Em casos de aluguel, no geral, a locação da vaga é para vizinhos do mesmo condomínio. Nesse caso, o aluguel geralmente equivale ao cobrado por empresas de estacionamento na região”, afirmou Franco.

Segundo Moira, recomenda-se checar o disposto na convenção e as regras específicas do respectivo condomínio. “Também é salutar ter contratos escritos, que estipulem prazo, preço, vencimento do aluguel, forma de reajuste, encargos, e demais direitos e deveres das partes, como a obrigação de respeitar as regras do condomínio em relação ao uso das vagas”, declarou. 

Índice que calcula reajuste deve ter alta frente ao mesmo período do ano passado

Atenção: íntegra disponível sob o título “Aumento dos Custos Condominiais acima do IGP-M justificam as ações da ACRESCE”

SÃO PAULO

Além dos gastos de final de ano, o brasileiro vai ter de se preocupar nos próximos meses com mais um item do orçamento: o aluguel.

O acumulado do IGP-M  (Índice Geral de Preços – Mercado), utilizado para reajustar a maioria dos contratos de aluguel, está em queda desde abril deste ano, mas deve voltar a subir entre novembro e dezembro.

“Nesse período do ano passado, tivemos uma queda fora do normal, puxada por fatores como a desvalorização da moeda. Agora, esperamos um aumento entre 3,5% e 3,7%”, explica André Braz, economista do Ibre-FGV (Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getulio Vargas).


O IGP-M, medido pelo instituto e divulgado sempre no último dia de cada mês, encerrou os últimos 12 meses até outubro com aumento de 3,15%. O índice vale para contratos em andamento, com aniversário em novembro e pagamento em dezembro.

“O momento é positivo para negociar, mesmo que a correção pelo índice não seja citada em contrato. Como há uma oferta grande de imóveis para alugar no mercado, o inquilino pode tentar um reajuste menor, mais flexível, com o proprietário”, diz o especialista do Ibre.

Braz ressalta que o cenário é favorável, sobretudo se a inflação oficial —medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo)— continuar na tendência deste ano.

No acumulado dos últimos 12 meses até setembro, o IPCA ficou em 2,89%, abaixo dos 3,43% registrados nos 12 meses anteriores.

Taxa de condomínio também aumenta

O Icon (Índice de Custo Condominial), medido pelo Secovi (sindicato da habitação), teve alta acumulada de 4,64% nos últimos 12 meses até setembro, superior ao IGP-M do período.

Segundo a Acresce (associação dos condomínios), os itens que mais pesam no cálculo são tarifas públicas (como água e energia) e custos de pessoal (reajustes salariais de funcionários).

Mesmo não fazendo parte do cálculo da inflação do aluguel, sendo parâmetro para a cobrança das taxas de condomínio, o Icon tem ligado o alerta da Acresce.

“As oscilações do Icon estão equivocadamente atreladas ao IGP-M, que considera, entre vários fatores, a variação do dólar, que não tem nada a ver com custos condominiais”, diz Adonilson Franco, da Acresce.

“É preciso atuar junto ao estado e a sindicatos para negociar a favor do inquilino e do proprietário”, diz.

 

 

 

União, organização e mobilização dos condomínios podem fazer frente a desafios financeiros cada vez maiores

O SECOVI produz periodicamente o Índice de Custo Condominial (ICON). Recentemente, divulgou a evolução acumulada desse índice nos últimos 12 meses (até setembro/2019) na Região Metropolitana de São Paulo e comparou-o ao Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M). A evolução do IGP-M (3,37%), no período, revelou-se menor que o ICON (4,64%).

Segundo o SECOVI, os itens Conservação/Limpeza subiram 3,32% no período. Manutenção de Equipamentos e Diversos subiram 3,38%. Pessoal e Encargos cresceram 4,33%, enquanto as Tarifas, 7,19%.

Há muitos números e detalhes, mas nossa tendência é identificar na origem dessa distorção alguns fatores:

1 – A variação do IGP-M é fortemente baseada na variação do dólar americano.

2 – Tarifas e preços públicos, um dos itens que mais majoraram em pontos percentuais, vêm aumentando sensivelmente nos últimos anos, muitas vezes mais que a inflação, esta representada pelo IPCA-IBGE.

3 – Os itens Conservação/Limpeza e Manutenção de Equipamentos, assim como Pessoal e Encargos, são sempre fortemente afetados por reajustes salariais.

A primeira questão que se propõe: é correto comparar variação do IGP-M com a evolução dos custos condominiais? Afinal, os insumos componedores desses custos condominiais não agregam custos em dólar. A inflação oficial é medida pela variação do IPCA-IBGE, que, até agosto, havia acumulado 2,5354% (não há dados acumulados até setembro para compará-los com a evolução do IGP-M).

Outra questão, agora relacionada com os custos salariais: os condomínios, que, afinal, são aqueles que repassam as contas para os condôminos, têm de fato exercido seu poder de representação nos acordos e convenções coletivos que determinam os reajustes salariais?

Vale lembrar, ainda: e quanto às tarifas e preços públicos? Os condomínios têm poder de representação perante as autoridades ou agências governamentais que negociam, ou, ao menos, autorizam tais aumentos?

É por estas e outras questões que a ACRESCE (Associação dos Condomínios Residenciais e Comerciais) foi idealizada. Justamente para atuar em todas as frentes, inclusive estas, visando promover a representação perante aqueles agentes ou itens que impactam no valor final da contribuição condominial.

Não há alternativa, exceto o associativismo. Quanto mais associados, mais fortes seremos. Do contrário, é aceitar, passivamente, aumentos insuportáveis dos custos e despesas condominiais sem ter para quem e como reclamar.

 

Adonilson Franco, presidente da ACRESCE (Associação dos Condomínios Residenciais e Comerciais)

 

 

 

 

 

 

 

27/10/2019  21:05:43

Por: da Redação

 

Adonilson Franco (à direita), presidente da ACRESCE, e o vereador de São Paulo, Ricardo Teixeira (DEM)

A melhor organização das feiras livres na cidade de São Paulo foi a pauta do encontro entre Adonilson Franco, presidente da Associação dos Condomínios Residenciais e Comerciais (Acresce) e o vereador Ricardo Teixeira (hoje no DEM). O encontro com o parlamentar, ocorrido no último dia 8, foi motivado por uma Ação Civil Pública da Associação, que critica o atual formato de ocupação das ruas por parte dos feirantes. Por sua vez, o vereador defende um projeto de lei (PL 01-0660/2009), de sua autoria, que regulamenta o rodízio de ruas à instalação das feiras livres no município.

Em sua ação na Justiça, a Acresce, dentre outros pontos, busca isentar de IPTU os moradores, segundo a entidade, penalizados há anos com esse tipo de comércio diante de suas residências. O argumento da entidade para a isenção do IPTU é de que seus imóveis sofrem desvalorização devido à ocorrência das feiras.

Uma solução apresentada pela ACRESCE e que já consta do Decreto de 2007, do Kassab, é que as feiras livres sejam realizadas em espaços confinados, como praças

No documento, o presidente da Acresce também denuncia a falta de lei ordinária municipal que discipline a realização das feiras na cidade. No texto, Franco ressalta que, mesmo havendo apenas um decreto (48.172), editado pelo prefeito Gilberto Kassab, em 2007, as determinações não são respeitadas.

No primeiro artigo do PL apresentado pelo vereador Teixeira, o documento trata da realização de rodízio de ruas para instalação de feiras livres, sendo escolhida de duas a três ruas, em sistema de alternância, de dois em dois anos. Tal escolha ficaria a cargo da Secretaria Municipal de Coordenação das Subprefeituras, tendo a prefeitura obrigação de fazer constar no cadastro do IPTU dos imóveis afetados.

Uma solução apresentada pela Acresce e que já consta do decreto de 2007, do Kassab, é que as feiras livres sejam realizadas em espaços confinados, como praças. Diz a Ação Civil Pública:

… “O mesmo Decreto 48.172/2007 previu, além de feiras livres em ruas, também em espaços confinados, cujo exemplo mais facilmente visualizável é o da Praça Charles Muller, defronte ao Estádio do Pacaembu. Não atrapalha o trânsito, não atrapalha pessoas, moradoras ou transeuntes, não atrapalha casos de atendimentos emergenciais promovidos pelos Bombeiros ou SAMU, não atrapalha a vida dos portadores de deficiências.” …

Para debater o tema, Teixeira informou que tem diversas audiências públicas agendadas nas subprefeituras, com moradores e feirantes.

“Convidamos a Acresce a participar, dando sua contribuição”, disse o vereador. Segundo o parlamentar, o número de feiras livres vem diminuindo na capital. “Caiu de 1.000 para cerca de 700 nos últimos anos”, afirmou. Além disso, segundo ele, muitas delas contam com poucas barracas de produtos, sendo, portanto, pouco significativa sua contribuição para a distribuição de alimentos, especialmente, nos bairros mais centrais, observou.

Na avaliação de Franco, “observamos nitidamente o prejuízo a quem precisa se locomover, inclusive com urgência, devido a problemas de saúde, por exemplo.” A Acresce também vê “com preocupação a desvalorização dos imóveis atingidos, com evidente perda de patrimônio dos proprietários, sem qualquer contrapartida dos poderes públicos”, concluiu.

Acesse aqui a íntegra da Ação Civil Pública movida pela Acresce.

Matéria divulgada no site Sindiconet

Íntegra, clique aqui

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Conheça a ACRESCE

A ACRESCE  (Associação dos Condomínios Residenciais e Comerciais) com atuação em todo o território nacional, nasceu em 2018 com o propósito de ajudar os Condomínios Residenciais, Comerciais e Condomínios Fechados a reduzir seus custos e despesas condominiais.

Foi concebida a partir da premissa de que os custos e despesas condominiais tornam-se muito dispendiosos frente ao poder aquisitivo da população brasileira, o qual diminui sensivelmente com a aposentadoria, realidade acelerada pelo acentuado envelhecimento populacional, agravada pelo notável empobrecimento gerado pelo desemprego crônico.

Redução possibilitada por diversas formas, dentre elas: através de medidas judiciais visando retirada da tributação (4%) sobre receitas financeiras condominiais; retirada da tributação (9,57%) sobre contas de energia elétrica do Condomínio e também dos Condôminos; suspensão da cobrança de 10% da multa do FGTS sobre demissão sem justa causa; recuperação do IPTU cobrado indevidamente a partir de 2015, etc.

Essas medidas, administrativas e judiciais são conduzidas a custo zero para o associado (Condomínio) e também para os Condôminos, sendo devido ao final unicamente honorários de 10% sobre o êxito, se e quando ele ocorrer.

Os benefícios aos Associados se estendem a outras formas de atuação. Atuação social na forma de ações civis públicas, que por sua natureza alcançam a todos, independentemente de associados, ou não, por exemplo: obrigando o Município de São Paulo a regulamentar a profissão de prostituição de modo a retirar os profissionais do sexo das ruas, valorizando os imóveis e repondo-os no mercado de compra e venda e locação por valores justos; obrigando o Município a retirar as feiras livres das ruas, confinando-as em locais específicos, valorizando os imóveis, por elas atingidos, em mais de 40%.

Ensinamos como o Condômino deve proceder para reduzir o Imposto de Renda sobre ganho de capital nos casos de reformas de áreas comuns (e, também, privativas).

A ACRESCE oferece aos seus Associados, com desconto, serviços de parceiros na área de auditoria e mediação de conflitos condominiais, além de serviços e bens oferecidos por patrocinadores e também por detentores de Selo de Qualidade, sempre com desconto.

O acesso a esse material é disponibilizado via Web, dispositivos móveis, TV ACRESCE e Podcasts.

Sobre a ACRESCE

É a única associação existente no Brasil criada para atender a esse propósito específico, sem quaisquer custos ou despesas exceto taxas associativas propositadamente ínfimas de modo a manter coerência com o seu mote: promover efetiva redução de custos/despesas condominiais.

Estamos conduzindo parceria com a Comgás para oferecer vantagens na cogeração de energia elétrica a partir do gás, com vantagens bastante expressivas.

Muito mais virá por aí.


Fonte: ACRESCE