Wellington Ribas da WDR

Wellington Ribas, da WDR, defende o acompanhamento sistemático das contas nos edifícios e total transparência para as informações.

 

Criada há quatro anos, a WDR audita condomínios residenciais e comerciais, auxiliando condôminos, síndicos e administradoras por meio de ferramentas exclusivas. Seu diretor, Wellington Ribas, defende o uso da auditoria preventiva com o objetivo de mitigar erros e reduzir custos condominiais. “Prevenir é o melhor remédio”, diz o auditor, repetindo fórmula sempre eficaz quando se trata das boas práticas. Orientação e casos exemplares fazem parte da entrevista concedida por ele à Acresce.

Acresce – Como funciona a auditoria em condomínios da WDR?

Temos metodologia própria adaptada das grandes empresas de auditoria empresarial. Nossa experiência mostra que há muito em comum entre uma empresa e um condomínio, embora alguns, mais ingênuos, acreditem que administração condominial seja uma tarefa caseira, ou quase isso. Temos conhecimento de muitos casos em que o amadorismo acabou levando a prejuízos financeiros sérios aos condôminos.

Acresce – Pode citar um deles?

Toda a prestação de serviço em condomínio deve ser feita mediante contrato. Isso significa identificar responsáveis. Há casos em que um acidente de trabalho pode levar a sérios danos às finanças do condomínio. Cito o caso de um prestador de serviço que sofreu queda de uma escada, vindo a falecer. Não havia contrato. Daí a Justiça ter deliberado que o condomínio deveria pagar pensão vitalícia aos beneficiários do trabalhador. Essa decisão acabou onerando as despesas condominiais no longo prazo e de forma acentuada.

Acresce – Que outro tipo de evento chama a atenção?

Tivemos também o caso de um síndico que efetuou despesas com recursos do condomínio voltados a uma empresa de sua propriedade. Isso só foi levantado após a auditoria. O caso também foi levado à Justiça em dois processos, um cível, visando ressarcimento, e outro criminal, enquadrando o caso como estelionato. Também acontecem erros, por negligência ou outros fatores, no pagamento de impostos. Se forem corrigidos a tempo, os prejuízos são pequenos. Caso haja autuação, o custo aumenta. São situações como essas que soam o alerta para a necessidade de uma auditoria nos condomínios.

Acresce – Como funciona a auditoria preventiva?

Nosso cliente final são os condôminos. Daí a absoluta transparência em nossos relatórios. Respondemos também ao conselho e ao síndico, complementando o trabalho das administradoras. Os condomínios devem considerar a auditoria preventiva como um investimento. A relação custo/benefício é infinitamente melhor neste caso de que na auditoria investigativa, quando o problema já ocorreu e, muitas vezes, aumentou de proporções.

Acresce – Quais suas recomendações aos condomínios?

A primeira etapa para evitar fraudes na gestão condominial é uma boa prestação de contas, e essa deve ser feita mensalmente, pela administradora ou síndico, com os documentos originais de pagamentos ou recebimentos. Quando não se tem a certeza que essa gestão foi feita de forma transparente, é necessária a contratação de uma empresa especializada em condomínio para analisar períodos de gestões anteriores a fim de buscar a ocorrência de possíveis equívocos ou até mesmo de fraudes. Esta é nossa missão.

http://www.wdrbrasil.com.br/

ACRESCE – ASSOCIAÇÃO DOS CONDOMÍNIOS RESIDENCIAIS E COMERCIAIS

 

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