O propósito das autoridades sanitárias é reduzir ao máximo as aglomerações populares para, com isso, reduzir os riscos de contágio pelo vírus corona, certo? Parece que não!

Para isso, todo o comércio tem sido compelido ao fechamento, exceto supermercados, farmácias, bancos e padarias.

Por que feiras livres não foram incluídas nesse rol?

Um associado da ACRESCE, engenheiro, cuja consciência política revela-se muito ativa, Eng. Paulo Cossa, tem se indignado com o fato de feiras livres terem sido liberadas. Segundo ele, essa decisão tem que ser revisada com urgência. Afinal, são 10 mil feirantes, em cerca de 900 feiras na capital, gritando a todos os pulmões e oferecendo seus produtos, tendo à frente deles os consumidores, pondo a todos em risco de contágio.  Trata-se de uma extrema exposição dos feirantes e consumidores, com forte presença de pessoas do grupo de maior risco do CORONA VÍRUS.

A inexistência de espaços entre as barracas e os corredores estreitos que afunilam os consumidores, no seu entender, não oferecem qualquer segurança contra a propagação do vírus!  Além do que, inexistem disponíveis nas feiras livres sanitários públicos ou outra forma de higienização para os feirantes!  Inexistem banheiros, pias, torneiras, água e dispositivos sanitários mínimos para um evento que congrega milhares de pessoas! 

Por isso, enviou ofício para o subprefeito da Regional Vila Mariana Dr. Fabrício Cobra Arbex requerendo a imediata suspensão de uma feira livre específica na Zona Sul da cidade, demonstrando a necessidade de responsabilidade dos órgãos da Prefeitura gestores de feiras livres. Fez o mesmo perante o Ministério Público de São Paulo. E enviou cópia desse material para o jornal o Estado de São Paulo.

Há um vídeo disponível em redes sociais em que o vereador George Hato, pelo contrário, pede ao prefeito que estenda o horário de encerramento das feiras livres das 13h para 19h. Ou, até mesmo, autorização para a realização das feiras noturnas.   A prevenção, segundo o vereador é não dar pedaços de frutas para a degustação dos clientes!

Seu argumento é que, por estarem em ambiente aberto, o risco que oferecem é menor que nos supermercados.

Conceito que não resiste a qualquer teste de lógica. Isto porque as condições de higiene disponíveis nos supermercados são imensamente superiores às das feiras livres, para as quais o Poder Público não garante a mínima estrutura para a higiene dos feirantes e também não fiscaliza o cumprimento quanto aos aspectos de higiene dos produtos alimentícios por eles oferecidos.

Isso, sob a perspectiva da segurança contra contaminação de toda ordem. Já quanto à extensão do horário de funcionamento, se as feiras já constituem problema das 3h às 15h, é de se imaginar o agravamento disso se forem autorizadas a funcionar até às 19h. Ou, pior, se forem autorizadas a funcionar durante a noite. Só quem reside defronte uma feira livre conhece o transtorno – sujeira, barulho, impedimento ao livre trânsito – que representam. Parafraseando um dito comum, “feira é boa … desde que não esteja defronte minha casa.”

A CBN acaba de apresentar seriíssima denúncia dos funcionários da CEAGESP em relação à precariedade dos banheiros e das condições do local!!! 

Inacreditável que a PREFEITURA MUNICIPAL de SÃO PAULO aceite as aglomerações das feiras livres!!!

Cabe lembrar que esta PANDEMIA começou exatamente em uma FEIRA!!!!

 

 

Para ler outros temas relacionados, clique nas matérias abaixo:

 

+ Vereador Ricardo Teixeira e Acresce unem forças para organizar as feiras livres em São Paulo

+ Ofício ACRESCE 003/2019 – Câmara dos Vereadores – Ação Civil Públicas Feiras Livres (resposta do Vereador Caio Miranda Carneiro)

+ ACRESCE – Feiras Livres – Ação Civil Pública

 

ACRESCE – ASSOCIAÇÃO DOS CONDOMÍNIOS RESIDENCIAIS E COMERCIAIS

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