Para a Associação das Administradoras de Bens e Condomínios de São Paulo (Aabic), a capital paulista encerrou o primeiro semestre de 2018 com o menor índice de inadimplência registrado nos últimos quatro anos, no pagamento dos boletos condominiais. No acumulado dos seis primeiros meses de 2018, a média do índice de inadimplência foi de 3,2%, pouco inferior aos 3,32% registrados em igual período de 2017.

A taxa de inadimplência em junho foi de 3,02%. O dado foi revelado no Índice Periódico de Mora e Inadimplência Condominial (Ipemic), da associação. Já o índice de mora registrou média de 7,60% no primeiro semestre de 2018, superior à média de 7,19% anotada no mesmo período do ano passado.

A entidade considera devedor inadimplente para cálculo do índice os proprietários e inquilinos que atrasam o pagamento da cota condominial por 90 dias após a data do vencimento. Nessa condição, o devedor sinaliza maior dificuldade para honrar os boletos em razão de outros compromissos financeiros, avalia a associação.

Conforme a Aabic, este é o menor percentual de inadimplência apurado desde outubro de 2014, quando o índice atingiu o patamar de 2,89% nos condomínios de São Paulo. O índice também é menor em comparação a junho do ano passado, que ficou em 3,3%.

O índice condominial da associação também revela que os condomínios terminaram o semestre com menor variação de boletos em atraso. O índice de mora, que mede os valores emitidos e não pagos dentro do próprio mês de vencimento, ficou em 6,86% em junho. Além de ser menor em relação ao percentual registrado em junho de 2017, de 7,51%, a taxa manteve uma tendência de queda verificada durante todo o semestre. Neste período, o índice de mora caiu de 8,47%, em janeiro, para 6.86% no final de junho, na quinta queda consecutiva apurada pelo IPEMIC. É a primeira vez, desde 2014, que os índices de mora e inadimplência registram queda mais consistente por um semestre inteiro.

Cenário adverso

Para José Roberto Graiche Júnior, presidente da Aabic, a tendência de queda sinaliza, sobretudo, a adaptação dos brasileiros e das administradoras de condomínios à realidade sócio econômica do País.

“Os condôminos estão cortando despesas para adequar seus gastos ao orçamento mais apertado. Além disso, as administradoras apoiaram os síndicos na renegociação de contratos com fornecedores, intensificaram a cobrança extrajudicial e a renegociação de dívidas (acordos) e, consequentemente, ajustes nos valores das taxas condominiais”, avaliou. O dirigente ainda ressaltou que os condomínios estão sendo mais cautelosos na avaliação de custos para fazer obras de manutenção e melhorias.

Apesar do movimento apontado pelo índice, de retração nas taxas de mora e inadimplência, a comparação com o primeiro semestre do ano passado mostra que os índices ainda refletem um cenário econômico adverso.

“A economia ainda não melhorou, mas as pessoas estão mais conscientes sobre a realidade do País e, portanto, buscando adequar seus gastos à capacidade do bolso”, ponderou Graiche. Segundo ele, a indicação é de que os moradores não comprometam mais de 5% da renda familiar com taxas de condomínios.

Fonte: Folha do Condomínio

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