Fonte: Portal Nacional de Seguros. Dia 27 de agosto de 2018. Link

Medidas judiciais, lobby junto ao Poder Público, negociação coletiva de categorias profissionais e parcerias com fornecedores são algumas das alternativas da ACRESCE na busca pela redução das taxas condominiais

A área imobiliária, mais especificamente no que diz respeito aos condomínios, possui muitos entraves e problemas inerentes às despesas (cotas condominiais), impostos indevidos e valores majorados que, nem sempre, são apurados pelos responsáveis.
Pensando em resolver esses problemas e trazer outros benefícios e comodidades para os síndicos, condôminos e também para as administradoras, surgiu neste ano de 2018 a ACRESCE (Associação dos Condomínios Residenciais e Comerciais de São Paulo) com a proposta de reduzir os custos das taxas condominiais e carga tributária incidentes e cobrados dos proprietários de apartamentos residenciais e conjuntos comerciais.
Segundo o presidente da ACRESCE, Adonilson Franco, os síndicos desses condomínios tentam ao máximo reduzir as despesas mensais promovendo desde a contratação de empresas terceirizadas, até gestão sobre a economia de água, energia e contenção de compra de produtos. No entanto, nem sempre se consegue o resultado esperado, ou a economia acaba sendo mínima a ponto de não refletir na diminuição da taxa condominial.
Por isso, a ACRESCE foi constituída com o propósito de perseguir a redução das despesas condominiais através de várias providências, dentre elas, medidas judiciais de interesse dos condomínios, lobby junto ao Poder Público visando o mesmo fim, negociação coletiva de categorias profissionais afins também com o mesmo objetivo de economia, parcerias com fornecedores objetivando descontos para os condomínios, revisão e adequado enquadramento das taxas anuais de IPTU, etc.
Além de atuar na redução das taxas de condomínios, a ACRESCE também oferece aos seus associados a possibilidade de contrataçãode serviços especializados através do “Selo de Qualidade”, por meio do qual o condomínio associado tem a garantia de contratar uma empresa idônea e com preço diferenciado. “Para garantir esse selo a ACRESCE busca provas documentais de serviços executados anteriormente, bem como analisa se a empresa fornecedora não possui qualquer tipo de reclamação ou até mesmo pendência judicial, além, é claro, de a empresa se comprometer a realizar o serviço a preços e condições melhores para os nossos associados”, afirma Franco.
Por fim, a associação disponibiliza em seu site e redes sociais informações, notícias, decisões e dicas úteis que envolvem o mercado condominial e que muitas vezes passam despercebidos pelos condomínios e administradoras.
Assim, a ACRESCE vem somar esforços a tudo o que já existe direcionado para condomínios, como sindicatos e associações, porém, com um objetivo diferencial enorme: redução das despesas condominiais. “Isto após termos observado um descompasso gigantesco entre a queda expressiva do valor dos imóveis e o contínuo e inclemente aumento das despesas condominiais, mesmo em períodos sucessivos de aumentos salariais pífios. Algo de errado que precisa ser atacado firmemente com nossa atuação no meio. Por isso a ACRESCE foi constituída”, finaliza Franco.

Para a Associação das Administradoras de Bens e Condomínios de São Paulo (Aabic), a capital paulista encerrou o primeiro semestre de 2018 com o menor índice de inadimplência registrado nos últimos quatro anos, no pagamento dos boletos condominiais. No acumulado dos seis primeiros meses de 2018, a média do índice de inadimplência foi de 3,2%, pouco inferior aos 3,32% registrados em igual período de 2017.

A taxa de inadimplência em junho foi de 3,02%. O dado foi revelado no Índice Periódico de Mora e Inadimplência Condominial (Ipemic), da associação. Já o índice de mora registrou média de 7,60% no primeiro semestre de 2018, superior à média de 7,19% anotada no mesmo período do ano passado.

A entidade considera devedor inadimplente para cálculo do índice os proprietários e inquilinos que atrasam o pagamento da cota condominial por 90 dias após a data do vencimento. Nessa condição, o devedor sinaliza maior dificuldade para honrar os boletos em razão de outros compromissos financeiros, avalia a associação.

Conforme a Aabic, este é o menor percentual de inadimplência apurado desde outubro de 2014, quando o índice atingiu o patamar de 2,89% nos condomínios de São Paulo. O índice também é menor em comparação a junho do ano passado, que ficou em 3,3%.

O índice condominial da associação também revela que os condomínios terminaram o semestre com menor variação de boletos em atraso. O índice de mora, que mede os valores emitidos e não pagos dentro do próprio mês de vencimento, ficou em 6,86% em junho. Além de ser menor em relação ao percentual registrado em junho de 2017, de 7,51%, a taxa manteve uma tendência de queda verificada durante todo o semestre. Neste período, o índice de mora caiu de 8,47%, em janeiro, para 6.86% no final de junho, na quinta queda consecutiva apurada pelo IPEMIC. É a primeira vez, desde 2014, que os índices de mora e inadimplência registram queda mais consistente por um semestre inteiro.

Cenário adverso

Para José Roberto Graiche Júnior, presidente da Aabic, a tendência de queda sinaliza, sobretudo, a adaptação dos brasileiros e das administradoras de condomínios à realidade sócio econômica do País.

“Os condôminos estão cortando despesas para adequar seus gastos ao orçamento mais apertado. Além disso, as administradoras apoiaram os síndicos na renegociação de contratos com fornecedores, intensificaram a cobrança extrajudicial e a renegociação de dívidas (acordos) e, consequentemente, ajustes nos valores das taxas condominiais”, avaliou. O dirigente ainda ressaltou que os condomínios estão sendo mais cautelosos na avaliação de custos para fazer obras de manutenção e melhorias.

Apesar do movimento apontado pelo índice, de retração nas taxas de mora e inadimplência, a comparação com o primeiro semestre do ano passado mostra que os índices ainda refletem um cenário econômico adverso.

“A economia ainda não melhorou, mas as pessoas estão mais conscientes sobre a realidade do País e, portanto, buscando adequar seus gastos à capacidade do bolso”, ponderou Graiche. Segundo ele, a indicação é de que os moradores não comprometam mais de 5% da renda familiar com taxas de condomínios.

Fonte: Folha do Condomínio